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Diabéticos: cuidado com a visão!

Você sabia que a diabetes pode levar à perda total da visão? Apesar dos avanços da medicina e da informação, muitas pessoas ainda desconhecem essa relação direta e perigosa entre o diabetes e a saúde ocular.

Diabetes e Cegueira: Entenda os Riscos, Sintomas e Tratamentos Oftalmológicos


Você sabia que a diabetes pode levar à perda total da visão? Apesar dos avanços da medicina e da informação, muitas pessoas ainda desconhecem essa relação direta e perigosa entre o diabetes e a saúde ocular. Este artigo tem como objetivo explicar, de forma detalhada e acessível, como a diabetes pode afetar seus olhos, quais são os sinais de alerta, os tratamentos disponíveis e, principalmente, como prevenir complicações graves como a cegueira.

Se você tem diabetes, conhece alguém que convive com a doença ou simplesmente quer cuidar melhor da sua saúde, continue a leitura. Vamos abordar desde conceitos básicos até detalhes dos tratamentos mais modernos, sempre com exemplos práticos e orientações claras para o paciente.


O que é diabetes e como ela afeta o corpo?


A diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Isso ocorre devido à produção insuficiente de insulina pelo pâncreas ou à má utilização desse hormônio pelo organismo. Com o tempo, a glicose elevada pode danificar vasos sanguíneos de todo o corpo, incluindo os olhos, rins, coração e nervos.

No caso dos olhos, esse dano pode ser silencioso e progressivo, levando a complicações sérias, como a retinopatia diabética, edema macular, catarata precoce e até mesmo o descolamento de retina.


Por que a diabetes pode causar cegueira?


A principal razão pela qual a diabetes pode causar cegueira está no comprometimento dos pequenos vasos sanguíneos da retina, a camada sensível à luz localizada no fundo do olho. Quando esses vasos são danificados, eles podem vazar sangue e líquidos, prejudicando a visão e, em casos avançados, levando à perda total da capacidade visual.

O mais alarmante é que a diabetes é hoje a principal causa de cegueira em adultos jovens, muitas vezes afetando pessoas entre 20 e 40 anos, e não apenas idosos, como muitos imaginam.


Retinopatia diabética: o que é e como se desenvolve?


A retinopatia diabética é uma complicação ocular específica da diabetes. Ela ocorre quando os vasos sanguíneos da retina são danificados pelo excesso de glicose. Inicialmente, pode não apresentar sintomas, mas, com o tempo, pode evoluir para quadros graves.

Existem dois tipos principais de retinopatia diabética:


  • Retinopatia diabética não proliferativa: estágio inicial, com vazamento de sangue e fluido dos vasos.

  • Retinopatia diabética proliferativa: estágio avançado, com crescimento de novos vasos anormais (neovasos) que podem causar hemorragias e descolamento de retina.


É importante destacar que, nos estágios iniciais, a retinopatia diabética é silenciosa, ou seja, não causa dor nem alterações visuais perceptíveis. Por isso, o acompanhamento oftalmológico regular é fundamental.


Fatores de risco para problemas oculares em diabéticos


Nem todos os pacientes diabéticos desenvolvem complicações oculares graves, mas alguns fatores aumentam significativamente o risco:


  • Tempo de diabetes: quanto mais tempo de doença, maior o risco de lesão ocular.

  • Descontrole glicêmico: níveis elevados e instáveis de glicose aumentam o dano aos vasos.

  • Pressão arterial alta: hipertensão associada à diabetes acelera a progressão da retinopatia.

  • Colesterol elevado e tabagismo: também contribuem para o agravamento das lesões.


Por isso, controlar a glicemia, a pressão arterial e adotar hábitos saudáveis são atitudes essenciais para proteger a visão.


Sintomas e sinais de alerta: quando procurar o oftalmologista?


Um dos grandes perigos da retinopatia diabética é que, na maioria dos casos, ela não apresenta sintomas no início. Muitas pessoas só procuram o oftalmologista quando a visão já está seriamente comprometida.

Alguns sintomas que podem surgir em fases mais avançadas incluem:


  • Visão embaçada ou distorcida

  • Manchas escuras ou pontos flutuantes na visão

  • Dificuldade para enxergar cores

  • Perda súbita ou progressiva da visão

  • Áreas de sombra ou perda de campo visual


Se você tem diabetes, mesmo sem sintomas, é fundamental realizar consultas oftalmológicas anuais. Caso apresente algum dos sinais acima, procure o especialista imediatamente.


Edema macular diabético: o que é e como afeta a visão?


O edema macular diabético é uma das principais causas de baixa visão em diabéticos. Ele ocorre quando há acúmulo de líquido na mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes.

Imagine a mácula como o “ponto focal” da sua visão: qualquer inchaço ou alteração nessa área compromete a leitura, o reconhecimento de rostos e a realização de tarefas cotidianas. O edema macular pode ser tratado com medicamentos modernos, aumentando significativamente as chances de recuperação visual.


Retinopatia diabética proliferativa: riscos e complicações graves


Na retinopatia diabética proliferativa, o organismo tenta compensar a falta de oxigênio na retina formando novos vasos sanguíneos (neovasos). Porém, esses vasos são frágeis e propensos a sangrar, causando hemorragias vítreas e aumentando o risco de descolamento de retina.

Essas complicações podem levar à perda rápida e irreversível da visão. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar danos permanentes.


Tratamentos modernos para complicações oculares do diabetes


Felizmente, a oftalmologia evoluiu muito nos últimos anos, oferecendo tratamentos eficazes para as complicações oculares do diabetes. Os principais são:


  • Injeções intravítreas de antiangiogênicos: medicamentos aplicados diretamente no olho, como Lucentis, Eylea, Vabysmo e Eylea HD, que reduzem o vazamento de líquido e controlam o crescimento dos neovasos.

  • Vitrectomia: cirurgia delicada para remover o vítreo (gelatina interna do olho) e o sangue acumulado, além de tratar descolamentos de retina e fibroses.

  • Fotocoagulação a laser: utilizada em alguns casos para cauterizar vasos anormais e evitar sangramentos.


O tratamento é individualizado, dependendo do estágio da doença e das condições de cada paciente. Muitas vezes, combina-se mais de uma técnica para obter melhores resultados.


A importância do acompanhamento regular com o oftalmologista


Todo paciente diabético deve realizar consultas oftalmológicas pelo menos uma vez ao ano, mesmo que não apresente sintomas. Em casos de alterações detectadas, o acompanhamento pode ser mais frequente, conforme orientação médica.

O exame de fundo de olho (mapeamento de retina) é fundamental para identificar precocemente qualquer alteração. Lembre-se: quanto mais cedo o problema for detectado, maiores as chances de preservar a visão.


Prevenção: como reduzir o risco de complicações oculares no diabetes?


A melhor forma de evitar a cegueira causada pelo diabetes é a prevenção. Isso inclui:


  • Manter a glicemia sob controle, seguindo as orientações médicas.

  • Controlar a pressão arterial e o colesterol.

  • Adotar uma alimentação saudável, rica em vegetais, fibras e pobre em açúcares simples.

  • Praticar atividades físicas regularmente.

  • Não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool.

  • Realizar exames oftalmológicos periódicos.


Essas atitudes não só protegem a visão, mas também previnem outras complicações do diabetes, como problemas renais e cardiovasculares.


Catarata em diabéticos: por que ocorre mais cedo?


Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver catarata de forma precoce e acelerada. A catarata é a opacificação do cristalino (lente natural do olho), levando à diminuição progressiva da visão.

Felizmente, a cirurgia de catarata é segura e eficaz, geralmente recuperando a visão quase por completo, desde que não haja outros problemas na retina. Em alguns casos, pode ser necessário realizar a cirurgia de catarata e a vitrectomia no mesmo procedimento, chamada facovitrectomia.


A importância do diagnóstico precoce e do tratamento conjunto


O sucesso no tratamento das complicações oculares do diabetes depende muito do diagnóstico precoce e da abordagem multidisciplinar. Muitas vezes, é necessário o trabalho conjunto do oftalmologista, endocrinologista, cardiologista e outros profissionais de saúde.

O paciente também tem papel fundamental, seguindo as orientações médicas, comparecendo às consultas e adotando hábitos saudáveis no dia a dia.


Quando a cirurgia é necessária? Entenda a vitrectomia


A vitrectomia é indicada em casos de hemorragia vítrea persistente, descolamento de retina ou presença de fibroses que ameaçam a visão. O procedimento consiste em remover o vítreo (gelatina interna do olho) e o sangue acumulado, permitindo a reabilitação da retina.

É uma cirurgia delicada, realizada com equipamentos de alta tecnologia e instrumentos muito finos, chamados de vitreófagos. O objetivo é limpar o interior do olho e restaurar, sempre que possível, a anatomia e a função visual.


Dicas práticas para cuidar da sua saúde ocular se você tem diabetes


Para finalizar, seguem algumas dicas essenciais para quem convive com o diabetes e quer proteger a visão:


  • Agende consultas regulares com o oftalmologista, mesmo sem sintomas.

  • Informe-se sobre os exames necessários, como o mapeamento de retina.

  • Evite automedicação e siga sempre as orientações médicas.

  • Compartilhe informações com amigos e familiares diabéticos.

  • Esteja atento a qualquer alteração visual e procure ajuda imediatamente.


Lembre-se: a prevenção é sempre o melhor caminho. Cuidar da saúde ocular é cuidar da sua qualidade de vida!

Se você tem dúvidas sobre o tema, converse com seu oftalmologista. O acompanhamento regular e o tratamento adequado fazem toda a diferença para garantir uma vida saudável e com boa visão, mesmo convivendo com o diabetes.


Dr. Mário Bulla

Cremers 28.120

Médico Oftalmologista - Retinólogo

RQE 18.706

Oftalmologista Clínica Bulla
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Clínica oftalmológica especializada no atendimento das doenças da retina: DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), edema macular, oclusão venosa, membrana epirretiniana, buraco macular, descolamento de retina, distrofias retinianas, retinose pigmentar, doença de Stargardt. Bem como realização de laser, injeções intravítreas de anti-angiogênico. Exames complementares: OCT, biometria com Iolmaster (ecobiometria), ecografia ocular, campo visual, PAM, microscopia especular, topografia corneana. Cirurgia para catarata: facoemusificação. Retinólogo.

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