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DMRI seca: Como é o tratamento?

O Dr. Mário Bulla, médico oftalmologista e especialista em retina, explica que a DMRI seca pode ser tratada com fotobiomodulação, um procedimento não invasivo que aplica luzes de comprimentos de onda específicos no olho.


DMRI seca: como é o tratamento?


Pergunta original: Como é o tratamento da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) seca?

O Dr. Mário Bulla, médico oftalmologista e especialista em retina, explica que a DMRI seca pode ser tratada com fotobiomodulação, um procedimento não invasivo que aplica luzes de comprimentos de onda específicos no olho. O objetivo principal é ajudar a estabilizar o quadro e desacelerar a progressão da doença; a melhora da visão pode ocorrer em algumas pessoas, mas varia bastante.


Como funciona a fotobiomodulação?


A fotobiomodulação é realizada com um equipamento chamado Valeda. Durante as sessões, são aplicadas luzes amarelada, vermelha e infravermelha. Conforme explicado no vídeo, essas luzes atuam sobre as mitocôndrias, estruturas das células responsáveis pela produção de energia. A proposta é favorecer o funcionamento das células da retina que ainda estão preservadas.

É um tratamento não invasivo: não envolve injeção dentro do olho nem cirurgia. A indicação, o protocolo e a necessidade de repetição das sessões devem ser definidos após avaliação individual da retina. A página sobre tratamento da DMRI seca descreve a fotobiomodulação com o Valeda como uma abordagem baseada em luz de baixa intensidade direcionada ao metabolismo celular.


O tratamento recupera áreas já atrofiadas?


Não. As áreas em que já houve atrofia da retina não diminuem com a fotobiomodulação. Por isso, o foco não é “reconstruir” uma área que já perdeu células, mas procurar preservar o tecido que ainda está funcionando e reduzir o ritmo de avanço da doença.

Alguns pacientes podem perceber melhora na acuidade visual, enquanto outros não sentem mudança. Mesmo quando não há melhora percebida na visão, a intenção do acompanhamento e do tratamento pode ser buscar maior estabilidade da doença. Não é possível prever com precisão, antes de iniciar, quem terá uma resposta visual melhor.


Por que os resultados podem ser diferentes entre pacientes?


A DMRI seca não se apresenta da mesma forma em todas as pessoas. O estágio da doença, a presença e a localização de drusas, o grau de atrofia e a condição das células da mácula influenciam a avaliação. A mácula é a parte central da retina, importante para atividades como ler, reconhecer rostos e dirigir.

Os estudos sobre fotobiomodulação ainda estão em evolução. Revisões científicas recentes apontam resultados heterogêneos e ressaltam a necessidade de pesquisas maiores e de acompanhamento mais prolongado para definir com mais segurança o benefício clínico em diferentes perfis de DMRI seca.


DMRI seca e DMRI úmida não recebem o mesmo tratamento


É importante não confundir as duas formas. Na DMRI úmida, podem se formar vasos anormais sob a retina. Nessa situação, o tratamento mais conhecido envolve injeções intravítreas de medicamentos antiangiogênicos, aplicadas dentro do olho para tratar esses vasos.

Na DMRI seca avançada com atrofia geográfica, existem nos Estados Unidos medicamentos injetáveis que agem no sistema complemento e têm a finalidade de reduzir a velocidade de crescimento da atrofia em casos selecionados. Eles não são indicados para todas as pessoas com DMRI seca e não revertem a perda visual já estabelecida.


Acompanhamento continua sendo essencial


O tratamento não substitui o acompanhamento regular com o oftalmologista. Exames da retina ajudam a identificar a fase da DMRI, acompanhar alterações ao longo do tempo e reconhecer sinais de transformação para a forma úmida, que exige outra conduta. A avaliação pode incluir exame de fundo de olho e tomografia de coerência óptica, conforme a necessidade.

Em algumas situações, o especialista também pode discutir a fórmula AREDS2. Essa suplementação não deve ser iniciada por conta própria: ela é indicada para perfis específicos de DMRI e não substitui o tratamento ou o acompanhamento oftalmológico. Dados do National Eye Institute indicam benefício da fórmula AREDS2 para reduzir a progressão em determinados estágios da doença.


Fontes e referências


conteúdo baseado na explicação em vídeo do Dr. Mário Bulla; CREMERS 28.120; médico oftalmologista e retinólogo; RQE 18.706.

Oftalmologista Clínica Bulla
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Clínica oftalmológica especializada no atendimento das doenças da retina: DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), edema macular, oclusão venosa, membrana epirretiniana, buraco macular, descolamento de retina, distrofias retinianas, retinose pigmentar, doença de Stargardt. Bem como realização de laser, injeções intravítreas de anti-angiogênico. Exames complementares: OCT, biometria com Iolmaster (ecobiometria), ecografia ocular, campo visual, PAM, microscopia especular, topografia corneana. Cirurgia para catarata: facoemusificação. Retinólogo.

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