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E se fosse possível fazer uma angiografia da retina com contraste sem precisar pegar uma veia?

O Dr. Mário Bulla, médico oftalmologista e especialista em retina, explica que essa alternativa pode tornar o exame mais confortável para pessoas com receio de agulhas ou dificuldade de acesso venoso.






Angiografia da retina com contraste por via oral: é possível evitar a injeção?


Pergunta original: é possível fazer uma angiografia da retina com contraste sem precisar pegar uma veia?

Sim, em alguns casos a fluoresceína pode ser administrada por via oral, sem punção venosa, para realizar a angiografia da retina. O Dr. Mário Bulla, médico oftalmologista e especialista em retina, explica que essa alternativa pode tornar o exame mais confortável para pessoas com receio de agulhas ou dificuldade de acesso venoso, desde que seja adequada à indicação e às características de cada paciente.


Como funciona a angiografia com contraste por via oral?


A angiografia fluoresceínica é um exame de imagem que permite observar a circulação da retina. Após a administração da fluoresceína, equipamentos específicos registram imagens do fundo do olho à medida que o contraste passa pelos vasos sanguíneos. Isso pode ajudar o oftalmologista a identificar alterações vasculares, áreas de vazamento, falta de perfusão e outros achados relevantes para o acompanhamento de doenças da retina.

No procedimento descrito no vídeo, o paciente realiza jejum de quatro a cinco horas e ingere uma ampola de fluoresceína. Segundo a experiência relatada, a fluorescência costuma começar a aparecer em cerca de 5 a 10 minutos na maioria dos pacientes. A dose e o tempo de aparecimento do contraste podem variar, inclusive conforme o peso e a idade; por isso, o protocolo deve ser definido pela equipe responsável pelo exame.

A angiografia com contraste via oral está disponível na Clínica Bulla. Whatsapp 51981185252.


A angiografia oral substitui a angiografia endovenosa?


Não necessariamente. A escolha entre a via oral e a endovenosa depende da dúvida clínica, da doença que está sendo investigada, da necessidade de registrar fases mais precoces da circulação e da qualidade de imagem esperada em cada situação. A angiografia endovenosa continua sendo uma técnica importante e, em geral, produz a chegada do contraste de forma mais rápida.

Estudos com angiografia oral associada a sistemas de imagem de campo amplo mostram que ela pode fornecer imagens clinicamente úteis em diferentes doenças retinianas. Porém, a qualidade e o momento ideal para obter as imagens podem variar entre pacientes e protocolos. Em uma pesquisa com pacientes pediátricos, por exemplo, a via oral foi uma alternativa útil, mas as imagens foram, em média, menos intensas e demoraram mais a aparecer do que na angiografia endovenosa.


A angiografia oral é mais confortável?


Para muitas pessoas, evitar a punção de uma veia pode deixar o exame mais confortável, especialmente quando há dificuldade para encontrar acesso venoso ou medo de agulhas. No vídeo, o Dr. Mário Bulla relata uma boa aceitação do método em sua prática e ausência de náusea nos pacientes avaliados até então.

Esse relato não significa que a fluoresceína oral seja isenta de possíveis reações nem que tenha o mesmo resultado para todos. Pesquisas publicadas descrevem boa tolerabilidade em grupos estudados, mas também registram eventos leves, como náusea, coceira ou erupção na pele em uma pequena parcela dos pacientes. A avaliação prévia e o acompanhamento durante o exame são essenciais.


Quais alterações podem ser avaliadas?


As imagens da angiografia ajudam a avaliar a circulação retiniana e alterações dos vasos presentes em diferentes doenças oculares. Entre as situações em que esse tipo de exame pode contribuir para a avaliação estão doenças vasculares da retina, como retinopatia diabética e oclusões venosas, além de outras condições que exigem análise detalhada de vasos, vazamentos ou áreas sem perfusão.

A angiografia é apenas uma parte da investigação. O oftalmologista interpreta suas imagens junto com os sintomas, o exame clínico e, quando necessário, outros métodos, como a tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiotomografia por OCT (OCT-A).


E a diferença entre California e Clarus 700?


No vídeo, são mencionados os equipamentos California e Clarus 700, utilizados para captar imagens de campo amplo da retina. A experiência relatada foi de obtenção de exames satisfatórios com ambos os aparelhos na grande maioria dos pacientes. A comparação técnica entre equipamentos, porém, não deve ser resumida apenas pelo nome do aparelho: o resultado também depende da indicação, da dilatação da pupila, da transparência dos meios do olho, da colaboração do paciente e do protocolo empregado.

Na prática, o ponto principal para o paciente é que a equipe escolha a técnica e o equipamento capazes de responder à pergunta clínica daquele atendimento. Estudos recentes com angiografia oral e imagem de campo ultra-amplo reforçam que a técnica pode ser útil em diferentes faixas etárias e doenças do fundo do olho, sem eliminar a necessidade de individualizar cada caso.


Fontes e referências


conteúdo baseado na explicação em vídeo do Dr. Mário Bulla; CREMERS 28.120; médico oftalmologista e retinólogo; RQE 18.706.


Oftalmologista Clínica Bulla
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Clínica oftalmológica especializada no atendimento das doenças da retina: DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), edema macular, oclusão venosa, membrana epirretiniana, buraco macular, descolamento de retina, distrofias retinianas, retinose pigmentar, doença de Stargardt. Bem como realização de laser, injeções intravítreas de anti-angiogênico. Exames complementares: OCT, biometria com Iolmaster (ecobiometria), ecografia ocular, campo visual, PAM, microscopia especular, topografia corneana. Cirurgia para catarata: facoemusificação. Retinólogo.

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