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Retinografia Wide Field: exame de toda a retina

Retinografia de Campo Amplo: entenda como é o exame que vê toda a retina.

Retinografia de Campo Amplo: entenda o exame que vê toda a retina.

Retinografia Ultra Widefield: Revolução no Diagnóstico e Acompanhamento de Doenças Oculares

A saúde ocular é fundamental para a qualidade de vida, e os avanços tecnológicos na oftalmologia têm permitido diagnósticos cada vez mais precisos e precoces. Entre esses avanços, destaca-se a Retinografia Ultra Widefield, um exame inovador que amplia significativamente a capacidade de avaliação do fundo do olho. Neste artigo, você vai entender em detalhes o que é esse exame, como ele é realizado, suas principais indicações, vantagens, limitações e como pode ser fundamental para o diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças oculares, como o descolamento de retina, retinopatia diabética, tumores intraoculares e muito mais. Este exame está disponível em São Leopoldo - Rio Grande do Sul através da Clínica Bulla.


O que é a Retinografia Ultra Widefield?

A Retinografia Ultra Widefield é um exame de imagem que permite fotografar áreas muito amplas da retina, a parte interna do olho responsável pela formação da visão. Diferente da retinografia tradicional, que captura apenas uma pequena região central próxima à mácula, a versão Ultra Widefield consegue registrar até 200 graus do fundo do olho em uma única imagem, abrangendo tanto as áreas centrais quanto as periféricas da retina.

Esse exame utiliza equipamentos de última geração, como o Clarus 700 da Zeiss e o California, que revolucionaram a oftalmologia nos últimos anos. O Clarus 700, por exemplo, oferece imagens de altíssima resolução, permitindo uma avaliação detalhada de toda a retina, enquanto o California é mais focado na análise das áreas periféricas.


Como é realizado o exame?

O procedimento da Retinografia Ultra Widefield é simples, rápido e não invasivo. O paciente é orientado a posicionar o queixo e a testa em um suporte do aparelho, mantendo o olhar fixo em um ponto específico. Em poucos segundos, o equipamento capta imagens detalhadas do fundo do olho.

O exame pode ser realizado com ou sem dilatação da pupila. Quando feito com dilatação, a qualidade das imagens é ainda melhor, especialmente para visualizar as áreas mais periféricas da retina. Em alguns casos, pode ser necessário montar várias fotos para obter uma visão completa, praticamente mapeando toda a retina do paciente.

Principais indicações da Retinografia Ultra Widefield

Este exame é indicado para o diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças oculares, especialmente aquelas que afetam a retina. Entre as principais indicações, destacam-se:

  • Descolamento de retina e rupturas periféricas

  • Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)

  • Retinopatia diabética

  • Oclusões venosas da retina

  • Tumores intraoculares (nevos, melanomas)

  • Glaucoma (para avaliação do nervo óptico)

  • Toxoplasmose ocular

  • Doenças hereditárias da retina

  • Acompanhamento pós-cirúrgico de doenças retinianas


Vantagens em relação à retinografia tradicional

A principal vantagem da Retinografia Ultra Widefield é a capacidade de visualizar áreas muito maiores da retina em comparação com a retinografia convencional. Enquanto a técnica antiga capturava apenas uma pequena zona ao redor da mácula, os aparelhos modernos permitem enxergar desde o centro até a periferia, facilitando a detecção de lesões que poderiam passar despercebidas.

Além disso, a alta resolução das imagens permite identificar detalhes sutis, como pequenas hemorragias, microaneurismas, exsudatos e áreas de atrofia, essenciais para o diagnóstico precoce e o planejamento do tratamento.


Descolamento de retina: diagnóstico e planejamento cirúrgico

O descolamento de retina é uma condição grave que pode levar à perda irreversível da visão se não for tratada rapidamente. A Retinografia Ultra Widefield é fundamental para identificar áreas de descolamento, rupturas e rasgos na retina, muitas vezes localizados em regiões periféricas de difícil acesso pelo exame clínico tradicional.

Com as imagens detalhadas, o oftalmologista pode planejar com precisão o tratamento cirúrgico, definindo, por exemplo, onde posicionar uma faixa de silicone ou orientar o paciente sobre a melhor posição pós-operatória. Isso aumenta significativamente as chances de sucesso do procedimento e preservação da visão.


Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e EMAP

A DMRI é uma das principais causas de perda visual em pessoas acima de 60 anos. A Retinografia Ultra Widefield permite identificar áreas de atrofia geográfica, lesões exsudativas e formas agressivas como a EMAP (degeneração macular do tipo atrofia multifocal). O acompanhamento periódico com esse exame é fundamental para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

O exame também auxilia na diferenciação entre lesões ativas e cicatriciais, o que é essencial para decidir quando iniciar ou modificar a terapia.


Retinopatia diabética: prevenção de complicações graves

A retinopatia diabética é uma das complicações mais temidas do diabetes, podendo evoluir para perda visual severa. A Retinografia Ultra Widefield é considerada exame essencial para o diagnóstico e acompanhamento dessa doença. Ela permite identificar sinais precoces como hemorragias, exsudatos duros, exsudatos algodonosos e neovasos, além de categorizar melhor o estágio da doença.

Em casos avançados, como a retinopatia proliferativa, o exame mostra áreas extensas de isquemia e descolamento, auxiliando na decisão do melhor tratamento, como aplicação de laser ou injeções intravítreas de medicamentos antiangiogênicos.


Oclusão venosa da retina: diagnóstico e tratamento

A oclusão venosa da retina ocorre quando uma veia é bloqueada, levando a inchaço, hemorragias e, muitas vezes, perda súbita da visão. A Retinografia Ultra Widefield permite identificar rapidamente a extensão do dano, localizar áreas de edema e orientar o tratamento, que pode incluir injeções intravítreas e laser.

O acompanhamento regular com esse exame é fundamental para evitar complicações e preservar a visão do paciente.


Tumores oculares: detecção e acompanhamento

Embora menos frequentes, tumores intraoculares como nevos e melanomas podem ser detectados precocemente com a Retinografia Ultra Widefield. O exame mostra lesões pigmentadas, elevadas ou suspeitas, permitindo o acompanhamento rigoroso e a diferenciação entre lesões benignas e malignas.

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e para evitar complicações graves, como a disseminação do tumor para outras partes do corpo.


Toxoplasmose ocular: diagnóstico e acompanhamento

A toxoplasmose ocular é uma infecção relativamente comum que pode deixar cicatrizes na retina. A Retinografia Ultra Widefield permite visualizar tanto as lesões ativas, que aparecem como áreas esbranquiçadas e requerem tratamento, quanto as cicatrizes antigas, que são mais escuras e geralmente apenas acompanhadas.

O exame é importante para diferenciar entre lesões que precisam de intervenção e aquelas que apenas necessitam de monitoramento, evitando tratamentos desnecessários.


Glaucoma: avaliação do nervo óptico

O glaucoma é uma doença silenciosa que pode levar à perda progressiva da visão. A retinografia de alta resolução, incluindo a Ultra Widefield, é importante para avaliar o nervo óptico, identificando alterações como aumento da escavação, que indicam dano glaucomatoso.

O acompanhamento com imagens facilita a comparação ao longo do tempo, permitindo detectar progressão da doença e ajustar o tratamento de forma personalizada.


Rupturas periféricas e sintomas de alerta

Rupturas periféricas da retina são lesões que podem evoluir para descolamento se não tratadas a tempo. Sintomas como moscas volantes (pequenos pontos ou manchas que flutuam na visão), flashes de luz na periferia e perda súbita de campo visual devem ser investigados imediatamente.

A Retinografia Ultra Widefield é essencial para localizar e documentar essas rupturas, permitindo o tratamento com laser e prevenindo complicações graves.


Limitações e considerações importantes

Apesar de ser um exame extremamente avançado, a Retinografia Ultra Widefield apresenta algumas limitações. Em casos de opacidades nos meios oculares, como catarata avançada ou hemorragias vítreas, a qualidade das imagens pode ser prejudicada. Além disso, o exame não substitui a avaliação clínica detalhada feita pelo oftalmologista, mas sim a complementa.

É importante ressaltar que a interpretação das imagens deve ser feita por um especialista experiente, garantindo o diagnóstico correto e o melhor plano de tratamento.


Quando procurar um oftalmologista?

Qualquer pessoa com histórico de doenças oculares, diabetes, sintomas visuais recentes ou fatores de risco deve realizar avaliações periódicas com o oftalmologista. A detecção precoce de alterações na retina pode evitar complicações graves e preservar a visão.

Se você apresenta sintomas como visão borrada, manchas, flashes de luz, perda de campo visual ou possui histórico familiar de doenças oculares, converse com seu médico e pergunte sobre a possibilidade de realizar a Retinografia Ultra Widefield.


Conclusão: tecnologia a favor da saúde ocular

A Retinografia Ultra Widefield representa um grande avanço na oftalmologia moderna, permitindo diagnósticos mais precisos, acompanhamento detalhado e tratamentos mais eficazes para uma ampla gama de doenças oculares. Se você deseja cuidar da sua visão de forma preventiva e personalizada, converse com um especialista sobre a indicação desse exame.

Lembre-se: a visão é um dos sentidos mais preciosos. Investir em exames modernos e acompanhamento oftalmológico regular é fundamental para manter a saúde dos olhos e garantir qualidade de vida. Em caso de dúvidas, marque uma consulta e tire todas as suas perguntas com um profissional de confiança.


Autor:

Dr. Mário César Bulla

Cremers 28120

Médico Oftalmologista - Retinólogo

RQE 18.706

Oftalmologista Clínica Bulla
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Clínica oftalmológica especializada no atendimento das doenças da retina: DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), edema macular, oclusão venosa, membrana epirretiniana, buraco macular, descolamento de retina, distrofias retinianas, retinose pigmentar, doença de Stargardt. Bem como realização de laser, injeções intravítreas de anti-angiogênico. Exames complementares: OCT, biometria com Iolmaster (ecobiometria), ecografia ocular, campo visual, PAM, microscopia especular, topografia corneana. Cirurgia para catarata: facoemusificação. Retinólogo.

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