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Cirurgia de Vitrectomia

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Imagem de uma vitrectomia para doença da mácula.

Você sabe como é o aparelho utilizado para fazer a cirurgia de vitrectomia?

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A cirurgia de vitrectomia é um dos procedimentos mais avançados e essenciais na oftalmologia moderna, especialmente no tratamento de doenças complexas da retina. Hoje, vamos explorar em detalhes como funciona o **vitreófago**, o aparelho de alta tecnologia que torna essa cirurgia possível. 

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O que é o vitreófago?
O vitreófago é um aparelho de última geração usado na cirurgia de vitrectomia para remover o humor vítreo, uma substância gelatinosa localizada no interior do olho. Ele é indispensável no tratamento de diversas condições, como:

- Descolamento de retina
- Buraco de mácula
- Membrana epirretiniana
- Hemorragia vítrea
- Retinopatia diabética avançada

Essas doenças, se não tratadas, podem levar à perda parcial ou total da visão. A tecnologia do vitreófago permite uma intervenção precisa e segura, essencial para preservar ou recuperar a saúde ocular.

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Como o vitreófago funciona?
O vitreófago combina diferentes funcionalidades em um único aparelho, operando através de sondas extremamente finas que entram no olho por uma região chamada **pars plana**, localizada na parte branca do olho. 

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Principais componentes e funções do vitreófago:

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1. Sonda de vitrectomia:
   - É uma peça delicada, semelhante a uma agulha, que aspira e corta o vítreo simultaneamente.
   - Na ponta da sonda, existe uma microlâmina que realiza cortes rápidos e precisos, essenciais para desmembrar as fibras conectivas do vítreo sem causar danos à retina.

 

2. Aspiração e corte:

   - Enquanto a microlâmina corta o vítreo, a função de aspiração remove os fragmentos. Isso evita tração desnecessária na retina e reduz o risco de complicações.

 

3. Shaving periférico:
   - Após a remoção do vítreo central, é realizada a limpeza periférica (shaving), utilizando menos vácuo para proteger as estruturas delicadas da retina.

 

4. Aplicação de endolaser:
   - O vitreófago também permite a realização de procedimentos complementares, como o endolaser, usado para fixar a retina após sua recolocação no local correto. 

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Tecnologia e sofisticação
Um exemplo de aparelho altamente tecnológico é o EVA, da marca DORC, que exemplifica a precisão e a versatilidade do vitreófago. Esses aparelhos contam com sistemas avançados que permitem o controle total da cirurgia, garantindo segurança e eficiência. Além disso, são conectados a um cassete, onde todos os sistemas de aspiração e corte são ajustados conforme a necessidade do procedimento.

Outro equipamento indispensável na sala de cirurgia é o microscópio cirúrgico, como os modelos da marca Zeiss. Esses microscópios oferecem alta ampliação e uma qualidade óptica excepcional, essenciais para o cirurgião visualizar minuciosamente as estruturas oculares durante o procedimento.

 

Integração com outras cirurgias
Embora projetado principalmente para a vitrectomia, o vitreófago também pode ser adaptado para realizar outras cirurgias oftalmológicas, como a de catarata. Basta conectar uma sonda específica de facoemulsificação, transformando-o em um aparelho multifuncional.

 

O ambiente cirúrgico
As cirurgias de vitrectomia são realizadas em blocos cirúrgicos altamente equipados, como no Instituto Oculi, parceiro da Clínica Bulla. O ambiente conta com mesas ajustáveis, sondas organizadas e todos os dispositivos posicionados estrategicamente para garantir a eficiência do procedimento.

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Segurança e precisão
A vitrectomia é um procedimento que exige extrema precisão. Por isso, o treinamento do cirurgião, aliado à tecnologia de ponta do vitreófago, é crucial para garantir o sucesso da cirurgia e minimizar riscos ao paciente.

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Dúvidas frequentes
1. A cirurgia de vitrectomia é dolorosa?
Não. A cirurgia é feita sob anestesia local ou geral, dependendo do caso, e o paciente não sente dor durante o procedimento.

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2. Quanto tempo dura a recuperação?
A recuperação varia, mas geralmente o paciente pode retomar atividades leves em poucos dias, seguindo as orientações do médico.

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3. Quais são os riscos?
Como qualquer cirurgia, existem riscos, como infecção ou sangramento. Contudo, com um equipamento moderno e profissionais experientes, as complicações são raras.

 

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Se você ainda tem dúvidas sobre a vitrectomia ou quer saber mais sobre a saúde dos seus olhos, deixe um comentário! E não se esqueça de curtir e compartilhar este conteúdo com quem pode se beneficiar dessas informações.

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Autor:

Dr. Mário César Bulla

Cremers 28.120

Médico Oftalmologista - Cirurgião de Retina

Oftalmologista Clínica Bulla
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Clínica oftalmológica especializada no atendimento das doenças da retina: DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), edema macular, oclusão venosa, membrana epirretiniana, buraco macular, descolamento de retina, distrofias retinianas, retinose pigmentar, doença de Stargardt. Bem como realização de laser, injeções intravítreas de anti-angiogênico. Exames complementares: OCT, biometria com Iolmaster (ecobiometria), ecografia ocular, campo visual, PAM, microscopia especular, topografia corneana. Cirurgia para catarata: facoemusificação. Retinólogo.

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